quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Após a partida, os brasileiros so Shakhtar aproveitaram para mandar dicas ao Corinthians de como bater os Blues


O Shakhtar Donetsk não deu chances para o Chelsea na noite de terça-feira, na Donbass Arena, e assumiu a liderança do Grupo E da Liga dos Campeões da Europa. A vitória por 2 a 1 impressionou pela maneira como foi construída, principalmente no primeiro tempo, e acabou sendo magra para um time que concluiu 23 vezes ao gol de Petr Cech. Após a partida, os brasileiros aproveitaram para mandar dicas ao Corinthians de como bater os Blues em uma provável final do Mundial de Clubes, dia 16 de dezembro, no Japão.

Autor do primeiro gol do time laranja e preto, logo aos três minutos, Alex Teixeira sugeriu coragem ao Timão e revelou que os ex-corintianos da equipe estão preparados caso Tite peça informações.

- (A vitória) Poderia ser de mais, mas o importante foi vencer e assumir a liderança do grupo. Acho que o Corinthians tem que ir para cima sem medo. Jogamos em casa e fizemos assim. O Dentinho e o Willian vão dar a dica para eles (risos).

E Willian não teve dúvidas em apontar a atuação do Shakhtar como exemplo a ser seguido caso realmente aconteça o encontro em Yokohama. O camisa 10 acredita que posse de bola e, principalmente, velocidade nas saídas da defesa para o ataque serão fundamentais para levar o Corinthians ao triunfo.

- Nosso time tem muitos jogadores rápidos e habilidosos. Jogamos curtinho, gostamos de ter a bola, e quando temos espaço vamos mesmo para cima, tentamos o drible, o chute... O Corinthians também sabe sair rápido para o jogo. Devem marcar forte e usar bem a velocidade do Sheik, do Paulinho, do Romarinho, que é útil para um jogo como esse. Se o Corinthians jogar como nós jogamos, vai dar muito trabalho ao Chelsea.

Autor do segundo gol e brasileiro mais experiente do time ucraniano, Fernandinho foi ainda mais esclarecedor em seu conselho aos corintianos. Responsável pela ligação entre defesa e ataque no Shakhtar, o meio-campo deixou clara a preocupação em evitar que o trio formado por Hazard, Mata e Oscar fique muito tempo com a bola.

- É preciso estudar muito bem a equipe adversária. Observamos muito o Chelsea, sabíamos das qualidades dos jogadores, os pontos fracos, e colocamos em prática nosso melhor, mantendo a bola no chão para os jogadores de qualidade que temos na frente. Deixamos a bola chegar o mínimo possível na nossa defesa, porque sabíamos que eles nos criariam problemas. Com a ginga brasileira, o Corinthians pode vencer.

Segundo Fernandinho, ao minimizar as ações dos três armadores, o adversário automaticamente ganha campo para jogar. Repleto de jogadores com características ofensivas, o Chelsea muitas vezes acaba se expondo ao ser desarmado. Com apenas Obi Mikel como responsável pelo combate direto no meio-campo, uma vez que Ramires também tem funções ofensivas, os ingleses muitas vezes veem o quarteto defensivo Ivanovic, Terry, David Luiz e Ashely Cole no mano a mano com os adversários.

- Tem um pouco de diferença do time que venceu a Champions para o atual. Muitas vezes, os jogadores ofensivos atacavam e não voltavam. Eles ficavam com os quatro defensores e só o volante fixo à frente da zaga. É um estilo diferente. O time que venceu a competição era mais compacto, jogava mais preocupado em se defender. Se o Corinthians se preparar bem, tem muitas chances.

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