quarta-feira, 27 de junho de 2012

Retrospecto: Boca Juniors x Corinthians

Nesta quarta-feira (27), às 21h50, Corinthians e Boca Juniors pelo primeiro jogo da final da Copa Santander Libertadores de 2012. Esta é a primeira vez que o Timão disputa a decisão da competição. E no retrospecto contra o adversário argentino, o o alvinegro soma três vitórias, três empates, cinco derrotas, 17 gols pró e 17 contra.

No resumo histórico da partida, o Corinthians tem 11 jogos contra a equipe portenha. O primeiro duelo foi disputado no dia 10 de fevereiro de 1935, no estádio Alfredo Schürig, o Parque São Jorge. O Timão venceu 2 a 0, com do meio de campo Mamede e o do centroavante Wilson.

A partida mais recente disputada contra o Boca Juniors aconteceu no ano 2000, pela extinta Copa Mercosul. O jogo foi realizado no estádio do Pacaembu e o Corinthians empatou em 2 a 2, com gols do meia Ricardinho.

La Bombonera
No estádio que abrigará o primeiro jogo da final, o Corinthians disputou quatro jogos, com uma vitória e três derrotas, cinco gols pró e 14 contra. A única vitória do Timão na casa do adversário foi conquistada no dia 21 de janeiro de 1961. Pelo Torneio Octagonal de Verão, o alvinegro venceu por 4 a 3, com gols de Zague e Paulinho (3).

Até aqui, o Corinthians disputou seis partidas fora de casa pela Copa Santander Libertadores. Nesses jogos, obteve duas vitórias e quatro empates. Somados todos os campeonatos da temporada, foram 18 duelos como visitante, com sete vitórias, sete empates e quatro derrotas.

Libertadores
Esta é a décima Copa Libertadores que o Sport Club Corinthians Paulista disputa. No retrospecto geral, foram 84 jogos, 45 vitórias, 18 empates, 21 derrotas e 153 gols marcados. O maior artilheiro alvinegro da Libertadores o atacante Luizão, com 15 gols na campanha de 2000.

Ótimo aproveitamento em 2012
Após 40 jogos na temporada 2012, o Corinthians tem um aproveitamento de 64%, com 22 vitórias, 11 empates, sete derrotas, 54 gols pró e 27 contra.

Corinthians esta tentando comprar os direito do volante Paulinho

Jogador mais valorizado da final da Libertadores, Paulinho é assediado por clubes europeus – os russos do CSKA e os italianos do Inter de Milão e do Roma já demonstrarem interesse em contar com o volante do Corinthians. Para não perder o jogador após a Libertadores, o presidente do Alvinegro tem um plano. Além de relembrar quase ter contratado o argentino Riquelme, hoje no Boca Juniors, Mário Gobbi conta que o Timão tenta comprar os direitos econômicos de Paulinho.

– Estamos tratando da compra do Paulinho, mas a sete chaves. Tenho certeza de que continuaremos com o Paulinho. Ele quer ficar, aí a coisa muda de figura. Acho muito difícil ele sair – disse o mandatário corintiano, em entrevista à Rádio Globo.

Os direitos econômicos de Paulinho são divididos da seguinte maneira: 45% do Audax-SP, 45% do Banco BMG e 10% do Bragantino. Pelo acordo com o Timão, o Corinthians ficaria apenas com 20% do lucro de uma venda acima de R$ 1 milhão, valor pago pelos investidores. Gobbi diz que já começou as negociações para comprar o volante e coloca como prioridade a manutenção do atual elenco.

– Nossa missão número 1 é manter todos os jogadores e também a comissão técnica. Vamos fazer de tudo parta segurar aqueles que aqui estão. Não é hora de falar em reforços.

Apesar de não falar em futuras contratações, Mário Gobbi revelou alguns detalhes de uma antiga negociação. O mandatário contou que, por pouco, Riquelme não defendeu o Timão. O meia do Boca, ídolo hermano, foi oferecido ao então presidente Andrés Sanches, em 2010. No entanto, a alta pedida do jogador impediu a negociação.

– Quase contratamos o Riquelme em 2010. Ele esteve em nossas mãos, mas os valores estavam realmente fora de propósito. Sentei com o Andrés e o Luis Paulo Rosenberg em uma reunião no Uruguai. O Riquelme queria vir. Nós queremos ver o Corinthians com o que tem de melhor, mas temos de ser um pouco técnicos com contratações e achamos que a transação era inviável aos cofres do clube.

Na época, especulava-se que o negócio seria fechado por US$ 5,5 milhões (US$ 3,5 mi para o jogador por um ano de contrato e US$ 2 mi para o time argentino).O antigo alvo agora é a principal arma do Boca Juniors contra o Corinthians de Paulinho. Os dois times iniciam a disputas das finais da Libertadores na próxima quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), em Buenos Aires.

Meia Alex pede concentração total no jogo de hoje a noite

Com a experiência de quem já superou o Boca Juniors sendo decisivo dentro de La Bombonera, o meio campista Alex sugere que o Corinthians vá para cima do adversário na partida de ida da final da Copa Libertadores, nesta quarta-feira.

"Acredito que pressioná-los também jogando um bom futebol é uma maneira de conquistar um grande resultado", afirma ele, campeão da Sul-Americana de 2008, com o Internacional, fazendo os gols da vitória por 2 a 0, em Porto Alegre e marcando um gol determinante na derrota por 2 a 1, em Buenos Aires.

Além de pedir coragem ao Corinthians, Alex também faz algumas precauções. "Um jogo aqui contra o Boca exige concentração no seu máximo o tempo todo. Você vê que é um time que te dá poucas oportunidades e ao mesmo tempo aproveita muito bem as possibilidades que o adversário dá. Eles te forçam a errar."

O jogador, um dos únicos dois do elenco corintiano que já venceu a Libertadores, ao lado de Danilo, está confiante de que o time do técnico Tite vai assimilar o recado para conquistar um troféu que é inédito para o clube. 

"O nosso time tem esse lado experiente. Mesmo que não tenha nenhum título internacional. A equipe tem conquistas importantes que credenciam e dão uma maturidade para que hoje a gente enfrente a Libertadores com uma naturalidade de um jogo nacional. Acredito que isso a gente está fazendo muito bem na troca de ideias de quem já venceu e de quem quer ganhar essa competição."

A gente tem que ter respeito ao Boca, pelos jogadores, principalmente pelas conquistas. Mas na hora que o juiz apita o início da partida, são 11 homens contra 11

O atacante Emerson conversou com a imprensa, nesta terça-feira, véspera da sonha decisão da Copa Libertadores, contra o Boca Juniors, da forma como faria um torcedor corintiano. Como se fosse um atleta formado no popular 'terrão', o Sheik lembrou de períodos difíceis da história do clube, o renascimento após a queda à Série B do Campeonato Brasileiro e cravou: chegou a hora de finalmente se tornar campeão do continente.

"É tudo que a gente imagimava no início da competição: estar disputando a final da Libertadores e levar para São Paulo o título que o Corinthians não tem com todo sua bela história no futebol. É o momento que toda criança sonha", afirmou o jogador, na La Bombonera, após o treino de reconhecimento do palco do duelo de ida da final, que acontece nesta quarta.

"A gente começa a lembrar do clube também. O Corinthians há três anos atrás, com a chegada do Ronaldo, quando não tinha o CT que tem hoje. O Ronaldo junto com o Andrés fizeram um Corinthians diferente. E se não for esse ano, a gente espera que seja, temos certeza absoluta que o Corinthians cresceu e está no caminho certo para a conquista inédita da Libertadores. A gente espera poder dar esse presente para o torcedor, a todos os atletas que passaram pelo clube e não conseguiram, a todos que fizeram esse clube grande. Acho que está na hora, é o nosso momento. É o momento de ter coragem, personalidade. Levar esse título para São Paulo. Acho que chegou a hora do Corinthians."
Lucas Borges

Sheik dá entrevista para o 'batalhão' de repórteres na Bombonera
Para transformar o sonho em realidade, explica Emerson, é preciso respeitar a rica história do Boca em Libertadores - são dez finais e seis títulos, contra nenhum do Corinthians -, mas com moderação.

"Até o início da partida a tradição vale um pouco. A gente tem que ter respeito ao Boca, pelos jogadores, principalmente pelas conquistas. Mas na hora que o juiz apita o início da partida, são 11 homens contra 11 homens. São duas grandes equipes, que chegaram até a final de uma competição muito dura."

"O jogo todo vai ser muito tenso, exige um poder de concentração diferente das outras partidas. Não pode ter tantos erros. Acho que ter uma concentração maior nos primeiros minutos é importante. Mas a parte mental está sendo trabalhada. Nervosismo não tem como não ter, é normal. Mas temos jogadores experientes e que vão saber se controlar", concluiu o atacante.
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Elias - Eu vou nem que seja pra ir de arquibancada.

O volante Elias, ex-jogador do Corinthians e atualmente no Sporting-POR, é mais um louco no bando que está em Buenos Aires, na Argentina, para a primeira partida final da Taça Libertadores da América, entre Boca Juniors e Timãao, marcada para as 21h50 desta quarta-feira. De férias dos campeonatos europeus, o jogador aproveitou a folga para viajar e acompanhar a decisão ao lado dos corintianos.

Elias chegou à capital argentina nesta terca-feira, juntamente com familiares e amigos. Hospedado no mesmo hotel em que a delegação do Corinthians está, ele recebeu os jogadores no lobby assim que o grupo retornou do estádio La Bombonera, onde fez o ultimo treino antes do jogo. O volante cumprimentou os atletas, reviu amigos e conversou com membros da comissão técnica que continuam no clube desde a sua época - ele atuou no Timão entre 2008 e 2010.

- Eu ainda não tinha visto nenhum jogo do Corinthians no estádio nesta Libertadores. Aí aproveitei que estou de férias, peguei meu pai, mais uns amigos, e voei para Buenos Aires. Quero estar perto do Corinthians neste momento tão especial - disse Elias.

Para o duelo desta quarta, ele nao arrisca placar, mas confia no Timão.

- Espero que eu traga ainda mais sorte para eles.

Com ingresso garantido para o concorrido jogo - serão apenas 2.500 corintianos no estádio do Boca -, Elias quer sentir de perto o calor da Fiel, coisa que sente muita saudade desde que saiu do Timão.

- Eu vou nem que seja pra ir de arquibancada, sentar no meio da torcida.

Técnico Tite sabe da força do Boca Juniors na sua casa

O Corinthians tem como um dos seus portos fortes na Libertadores a atuação diante da sua torcida, no Pacaembu, onde conquistou cinco vitórias e um empate até aqui. Com o Boca Juniors não é diferente. Depois de estrear perdendo para o Fluminense, foram cinco vitórias seguidas na Bombonera.

Sabendo do perfil das duas equipes, Tite recomendaria ao Boca Juniors partir para cima do Corinthians no jogo desta quarta-feira, em Buenos Aires, na primeira partida da decisão da Libertadores.

"Nesses momentos, o que eu vejo, é não modificar o que o que se fez até agora. Não deixar de fazer, ou melhor, fazer o que fez até agora. Eu agrediria o Corinthians", disse o treinador, nesta terça-feira, quando perguntado que conselhos daria para o técnico do Boca, Julio Cesar Falcioni.

Tite sabe da força do Boca Juniors na sua casa - e fora dela -, tanto que o discurso de respeito ao time argentino esteve presente em toda a entrevista coletiva do treinador nesta terça. Ele, porém, reforça que o Corinthians é um time que não deve nada aos argentinos.Agência Estado

"Boca sempre é Boca, com sua tradição, força, estilo e grandeza da Bombonera, com todo respeito. Mas o Corinthians também chegou com merecimento e chegaram à final as duas equipes mais fortes. Esse time está quase há dois anos junto, aprendendo no erro e chegando forte", destacou o treinador, que está no Corinthians desde o segundo semestre de 2010.

Ao falar da fama de retranqueiro que tem o seu time, Tite lembrou que a equipe também marca gols. São 19 até aqui na Libertadores, contra três sofridos em 12 jogos. O Boca marcou um gol a menos, mas sofreu quatro a mais. 

"Quem é o melhor saldo? Isso mostra uma equipe equilibrada. Não importa os poucos gols que ela faz, importa o equilibro com saldo de gols. O setor defensivo também tem participação. Para construir um gol precisa de 20 pernas e duas mãos", explicou Tite.

Com relação à Bombonera, forte arma do Boca na decisão, Tite pregou cautela, mas comparou o local à Vila Belmiro, de onde o Corinthians voltou com uma vitória na semifinal.

"O estádio tem uma mística especial, ecoa, fica próximo do torcedor, mas a essência é ficar focado no jogo, no passe, no domínio. Lá no Pacaembu é assim também, na Vila Belmiro assim", destacou o técnico corintiano.

Sobre a escalação do Corinthians, Tite confirmou a equipe sem novidades, contando com o retorno do atacante Emerson. "É o mesmo time que inicia a partida. O mais importante de tudo é manter um padrão", disse. Assim, o time alvinegro entra em campo com Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson. 

Treino na casa do inimigo.

O time do Corinthians treinou na noite desta terça-feira no gramado de La Bombonera, aonde às 22h desta quarta, será disputada a partida de ida da final da Copa Libertadores, contra o Boca Juniors.

Assim como tem sido desde a chegada Buenos Aires, nessa segunda, nada de hostilidade no campo do adversário. Pelo contrário. A equipe chegou por volta das 17h30 escoltada por policiais e diante de muitos torcedores brasileiros que circulam em torno do estádio procurando ingressos. É grande o número de pessoas que viajou até Buenos Aires e ainda não tem entradas.
Lucas Borges

Meia hora depois, os jogadores já estavam no campo, muito deles usando tocas e luvas para se protegerem do frio. 

Durante uma 1h30min de treinamento, eles brincaram em um coletivo com titulares e reservas misturados no fim, e se separaram: os reservas treinaram cruzamento e finalização.

Já os titulares fizeram o tradicional 'treino fantasma', quando o técnico Tite simula a passagem da bola da defesa para o ataque, mas sem um adversário.

A equipe não tem desfalques e vai pegar o Boca com Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson.

Trabalhar no mítico gramado do Boca antes de uma partida é uma rara cortesia que foi concedida ao Corinthians pela diretoria do time argentino. 

Para Tite, que fez questão de usar até mesmo a Vila Belmiro, campo já conhecido pelos jogadores corintianos, antes das semifinais com o Santos, treinar no próprio campo de jogo permite à equipe ter uma noção maior dos espaços.

Corinthians vence nos pênaltis e vai à semi da Libertadores da categoria Sub-20

Na véspera de começar a final da Libertadores da América em Buenos Aires contra o Boca Juniors, o Corinthians deu um passo importante na luta pelo título da competição válida para o time sub-20. Jogando no Peru, o time paulista superou o Cerro Porteño nos pênaltis e está nas semifinais da Libertadores da categoria.

Em campo, o Corinthians empatou por 0 a 0 e contou com o brilho do goleiro Matheus Caldeira na disputa das penalidades. O arqueiro defendeu dois chutes (num deles, precisou pegar duas vezes, já que o árbitro mandou voltar a cobrança) para garantir o 4 a 1 e a vaga na semi.


Agora, o Corinthians enfrenta o River Plate, que bateu o América-MG nos pênaltis, também nesta terça-feira. As duas equipes já se enfrentaram na fase de grupos e ficaram em um empate por 1 a 1. Na outra semifinal jogarão Unión Española e Defensor Sporting, que passaram respectivamente por Alianza Lima e Universitario.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Emerson Sheik - "É sempre bom disputar uma partida como essa e saber que você pode entrar para a história do clube"

La Bombonera impressiona, mas não vai obrigar o Corinthians a mudar sua forma de jogar. A filosofia tática empregada pelo técnico Tite, e que fez a equipe atingir a inédita decisão da Copa Libertadores diante do Boca Juniors, equipe hexampeã continental, será mantida, independentemente do fato de ter pela frente o “gênio” Juan Román Riquelme.

Suspenso da segunda partida das semifinais diante do Santos, mas autor do gol da vitória na Vila Belmiro, o atacante Emerson será a única novidade do clube paulista para o confronto de quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), em La Bombonera, na abertura da decisão da Libertadores. Na visão do companheiro de Jorge Henrique, a obediência tática é fator fundamental para criar uma boa vantagem na Argentina e levar ao Pacaembu.
“É um jogo que representa muito. É sempre bom disputar uma partida como essa e saber que você pode entrar para a história do clube. Vamos tentar não mudar nosso padrão, fazer tudo aquilo que já fizemos pra chegar, manter nosso estilo. Estamos jogando contra um time de muita pressão e dentro do estádio deles, que é um alçapão”, discursou o Sheik, adotando respeito e cautela para o confronto decisivo.

Concentrado no Hotel Intercontinental, no centro de Buenos Aires, o grupo corintiano faz reconhecimento de gramado nesta terça-feira, às 19 horas, em La Bombonera, e retorna ao hotel. A provável escalação do Timão para o confronto de quarta à noite é a seguinte: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Emerson.

Boca Juniors ignora tradição e abre a Bombonera para o Corinthians treinar antes da final

Enfrentar o Boca Juniors em La Bombonera é uma das situações de jogo mais adversas do futebol mundial, ensina a sabedoria popular dos boleiros. Ainda mais em uma final de Libertadores. Mas, pelo menos por enquanto, não tem sido assim com o Corinthians.

Depois de ser recepcionado nesta segunda-feira com festa de torcedores brasileiros e até mesmo por uma jovem e acolhedora delegação de crianças argentinas que esperavam para viajar no aeroporto de Buenos Aires, o time paulista ainda terá direito a uma mordomia nesta terça: usar o campo do inimigo para fazer um treinamento às 19h.
O Boca não costuma ceder sua casa sagrada para os rivais. Entretanto, em um gesto surpreendente, vai abrir uma exceção aos 'hermanos' brasileiros, com quem têm em comum a idolatria por Carlitos Tevez e a origem popular de suas torcidas.

Na noite desta segunda-feira, no lobby do hotel aonde o Corinthians está concentrado, funcionários do clube tentavam confirmar o treino em La Bombonera, desconfiados de que o acordo arrumado ainda no Brasil pudesse ser desfeito. Porém, a informação foi confirmada pelo próprio clube argentino. 

"Não é mesmo uma prática muito comum, mas o Boca decidiu assim. É uma cortesia. Queremos que eles reconheçam o campo. Os clubes têm histórias parecidas, a relação é boa", disse ao ESPN.com.br o vice-presidente do Boca, Juan Carlos Crespi.

O Fluminense, por exemplo, não teve o mesmo benefício quando enfrentou o Boca também neste ano, pela Libertadores. Os cariocas tiveram que se exercitar na Casa Amarilla, centro de treinamento do time argentino. Em outras oportunidades, clubes brasileiros como Santos e Palmeiras, finalistas do torneio sul-americano contra o Boca em 2003 e 2000, respectivamente, preferiram chegar em Buenos Aires em cima da hora do jogo. 
  
Poder trabalhar no mesmo gramado em que a partida é disputada é uma prática que para o técnico Tite faz muita diferença. O treinador já havia feito questão de usar a Vila Belmiro, estádio que os corintianos conhecem bem, para o treino da véspera do confronto de ida das semifinais da Libertadores, contra o Santos. Coincidência ou não, o Corinthians acabou ganhando aquela partida por 1 a 0 e confirmou a classificação para a final com um empate por 1 a 1, no Pacaembu.

Segundo Tite, treinar no campo do jogo dá aos jogadores uma melhor noção de profundidade e de espaço durante os 90 minutos que são para valer.

O staff corintiano afirmou que a gentileza será retribuida ao Boca Juniors para o duelo de volta, dia 4 de julho, no Estádio do Pacaembu.
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